A arte do Lifelong Learning

Eu estava no curso de empreendedorismo (que realizei algumas semanas atrás) quando escutei esse termo. Fiquei extremamente surpresa, porque nunca achei que existia uma palavra específica para descrever o que descobri sobre mim mesma durante o ensino médio.

Desde muito pequena sempre fui curiosa. Isso ganhou ainda mais força quando entrei no ensino médio. Afinal, a gente sente aquela pressão e a sede de entender tudo, já que daqui a pouco seremos considerados “adultos” (embora eu prefira o termo “jovens adultos”).

Sabendo que a pergunta “Qual área devo escolher para a faculdade?” bateria à minha porta, decidi me antecipar. Durante todo o ensino médio, me dediquei a encontrar essa resposta: com o ensino médio técnico já descobri uma área que me interessava e, juntamente com os testes vocacionais, utilizei os resultados e a bagagem do técnico para me inscrever em diversos cursos do meu interesse.

Foi nesse processo que descobri algo ainda mais interessante sobre mim: eu amo estudar sobre coisas diferentes, mesmo que elas não tenham nada a ver com a minha futura carreira. E então ato de aprender virou um hobby.

Por isso, quando escutei o termo “Lifelong Learning”, meus olhos brilharam igual aos de um personagem de anime. Finalmente encontrei a expressão que define perfeitamente essa minha característica!

Em tradução livre, significa “aprendizado ao longo da vida”. É o conceito de que a nossa educação não acaba quando pegamos o diploma da escola ou da faculdade. Ser um lifelong learner é entender que o mundo muda o tempo todo e que a nossa curiosidade deve ser alimentada sempre, seja aprendendo a programar, fazendo um bolo, estudando finanças ou entendendo sobre arte.

Como alguém que pratica isso há cerca de três anos, posso garantir: o aprendizado contínuo vai muito além de carreira ou faculdade. Para mim, é a arte de viver, de experimentar o novo e de descobrir facetas de si mesma que você nem sabia que existiam.

Trata-se de descobrir novos hobbies, expandir seu repertório e, principalmente, sair da caixinha (ou da “bolha”, como costumam dizer).

Um ótimo exemplo disso são aquelas pessoas que viajam pelo mundo não apenas para tirar fotos em pontos turísticos, mas com o verdadeiro propósito de abraçar o desconhecido.

Como uma pessoa tímida, sei bem que sair da zona de conforto pode ser um grande desafio. Toda vez que me exponho a algo novo, aquela velha sensação de medo e ansiedade de ter que me apresentar para pessoas desconhecidas aparece. Mas adivinhe só? Enfrentar isso também é uma forma de lifelong learning.

Cada vez que superamos esse frio na barriga para aprender algo novo, estamos ensinando ao nosso cérebro que somos capazes de ir além.

Ser um lifelong learner é, acima de tudo, estar disposto a ser iniciante em algo. Não exige que você mude sua personalidade ou viaje o mundo de uma hora para outra. Sempre começa nas pequenas escolhas do dia a dia:

  • Ler sobre um assunto aleatório;
  • Testar uma receita diferente;
  • Ouvir um podcast sobre um tema que você não domina;
  • Inscrever-se naquele curso que você sempre teve curiosidade, mas achava que “não tinha nada a ver” com você.

A vida é grande demais para cabermos em uma única caixinha.

E você? Qual foi a última coisa nova que você se permitiu aprender ou experimentar? Me conta aqui nos comentários!

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