Já reparou como, muitas vezes, a gente trava antes mesmo de começar algo novo? É um sentimento comum: a gente quer tentar uma habilidade, um projeto ou um hobby diferente, mas a dúvida começa a surgir e voz no fundo da mente nos faz querer desistir, antes mesmo de iniciar algo.
E, grande parte disso, vem da forma como olhamos o mundo.
Atualmente, as redes sociais estão tão imersas em nossas vidas diariamente que, ao vermos alguém postando algo novo que fez na semana, automaticamente pensamos que essa pessoa conseguiu de primeira e que ela tem um “talento” nato para isso. O grande perigo disso é que o feed das redes só nos mostra a versão perfeita das coisas. Ninguém costuma postar o processo arrastado, os rascunhos jogados fora ou as dezenas de tentativas que deram errado antes daquele único take bonito dar certo. Essa vitrine alimenta em nós a comparação constante e a busca por uma perfeição que simplesmente não existe na vida real.
Por isso esquecemos que como seres humanos para aprendermos algo novo passamos por processos, um deles — e o mais importante — é o erro, o ato de errar nos faz ter novas perspectivas de nós mesmos. Afinal, como diz aquela frase que talvez você já tenha escutado: ‘erramos para aprender’. Ninguém nasce sabendo, e o ‘talento’ que dizemos que certas pessoas tem em qualquer coisa é apenas o resultado de centenas de pequenos erros corrigidos ao longo do tempo. O erro não define que o seu caminho não tem saida, ele apenas mostra que você está em movimento.

Por isso, considero o ato de tentar algo novo como uma verdadeira de liberdade. Liberdade de sermos nós mesmos, nos permitindo tentar coisas que gostamos ou não gostamos (mas que precisamos tentar para entender que não gostamos). A vida serve para isso!
Sei que, ao iniciar algo novo, surgem diversos sentimentos e pensamentos, como:
- Será que serei capaz de fazer isso?
- Será que estou fazendo errado?
- O medo do julgamento dos outros
- O frio na barriga
Mas estou aqui para falar: todos nós sentimos isso. A gente sempre vai achar que está fazendo errado ou que não é o suficiente, não importa se é a nossa primeira tentativa ou se já fazemos a mesma coisa há anos.
Um bom exemplo disso no dia a dia é: você descobre que abriu um barzinho perto da sua casa com detalhes que você gosta e se identifica, e decide ir até lá para ver se gosta e se vai começar a frequentar aquele lugar. Esse é um exemplo clássico de tentativa! Se você não gostar, você simplesmente não vai mais, e com isso você tentou e decidiu.
Nós não fazemos isso só com lugares: fazemos com comidas, bebidas, roupas e milhares de outras coisas do cotidiano. Por isso, deixo aqui um questionamento:
Se você faz isso sem nem pensar com certas coisas no seu dia a dia, por que não faria o mesmo com algo em que você realmente tem interesse ou que gosta?
Por isso, se permita tentar algo novo. E lembre-se: a base de tudo que conhecemos hoje foi a tentativa.
